Essa foi inesperada. Meu romance vampírico, Relações de Sangue, apareceu resenhado (e de forma bem positiva) numa revista dedicada aos fãs de Crepúsculo, a série bestseller da estadunidense Stephenie Meyer, que virou filme e febre mundial. Cliquem na imagem abaixo para ler o texto.
A revista, publicada pela editora Escala, está nas bancas.Na verdade, a matéria é parte de uma resenha publicada em 2003 por Gian Danton (você pode ler o texto completo aqui), cujo e-book Amores Góticos é tema de uma outra resenha na revista. Também é dado um (justo) destaque a André Vianco e suas obras, bem como ao fanzine Adorável Noite, de Adriano Siqueira. Há menção, ainda, à antologia Draculea, o Livro Secreto, projeto que está sendo organizado por Ademir Pascale (e não pelo Adriano, como saiu na matéria).
Não vou entrar na discussão “Crepúsculo é bom ou não é”. Ainda não li o livro, por falta de tempo. Mas a mania nacional, que acompanha a febre internacional, está dando um destaque inédito a minha obra, e à de muitos colegas meus. Precisou vir um bestseller gringo, com marketing pronto e filme em cima, para a imprensa abrir um espacinho para autores que podem não ser badalados nas altas esferas eruditas, mas que fazem a molecada ler. Se tem autor que está contente com um país onde o público leitor cabe dentro de dois botes a remo e ainda sobra espaço, tudo bem. Mas acho muito mais fascinante o desafio de trazer leitores jovens pra dentro desses barcos e encher toda uma frota de transatlânticos gigantes com novos devoradores de livros.
No meio de tudo isso, um fato irônico. Relações de Sangue está fazendo sucesso. Ótimo, maravilhoso. Sete anos depois de publicado, continuo recebendo montes de e-mails de leitores, felizes e pedindo mais. Só que o livro não só está fora das livrarias como não está no catálogo de nenhuma editora há dois anos, e só pode ser comprado em sebos (como aqui). A continuação, Amores Perigosos, está pronta e inédita há cinco anos, cinco anos de tentativas incessantes e infrutíferas para publicá-la. Sinto que estou perdendo a chance de ser lida e dar emoção à vida de milhares de jovens. E sinto também que o mercado editorial está marcando uma $uperbobeira...
Mas na verdade não, não posso reclamar de nada. O Vampiro Antes de Drácula (Editora Aleph), que organizei com Humberto Moura Neto, recebeu uma ampla divulgação na mídia, com direito até a recomendação num extenso artigo da Veja sobre adivinhem o quê? Crepúsculo, claro. Meu segundo romance, O Vampiro da Mata Atlântica (Idea Editora) foi aceito e produzido em tempo recorde, e deve ir para a gráfica hoje. E está lindo, graças ao trabalho duro da equipe de produção (Billy, Carminha, Silvio, Rodrigo, Glauco e toda uma lista extensa de agradecimentos que vocês vão ver no livro). Além disso, logo sai um conto meu em mais uma antologia vampírica, e já teve até uma ou outra editora me rondando.
É isso aí. Moral da história: leiam. Qualquer coisa, mas leiam.
Martha
P.S. E não pirateiem nem plagiem porque é muito feio desrespeitar os outros.

