Último post do ano. Vi por aí, nos blogs, gente fazendo as habituais retrospectivas do que aconteceu ao longo do ano. Como é que elas conseguem? No meu ano acontecem tantas coisas que sou incapaz de fazer um resumo. Talvez elas passem o ano inteiro tomando notas, pensando já na elaboração de seu relatório anual. Affff, tô fora.
Mas vou tentar fazer uma retrospectiva dos últimos dias, incluindo eventos escolhidos de forma totalmente aleatória.
Coisas que rastejam de noite: noite dessas, enquanto estava no banheiro, luz apagada e sem óculos, como é meu hábito, senti algo fazendo cócegas no dorso do pé. Achei que era o cinto do roupão, pendurado na parede, mas pelas dúvidas corri pôr os óculos e acendi a luz. Argh. Era uma barata que tinha tentado subir no meu pé!
El perro volador: dia 25, Thor, meu pitpulga, no entusiasmo de latir pra um cachorro que passava, caiu da varanda. Três metros de altura. Meu coração ficou miudinho quando vi o bichinho lá embaixo na rua, encolhido, babando e cercado de sangue. Depois de muito examinar, o diagnóstico: duas unhas quebradas nas patas de trás. Já tá zero bala. Quem me deu a maior força foi a Wyrm, que é veterinária. Liguei pra ela e ela foi dando todas as instruções. VALEU, WYRM, AMIGA DO CORAÇÃO!
Transpiros ou vampestis?: ontem de madrugada, ação policial na frente de casa. Quatro viaturas pararam um táxi levando três travestis que tinham assaltado um rapaz. Os travestis mais medonhos que já vi na vida, diga-se de passagem. De repente, um policial de lanterna vai até a vítima, afasta o colarinho e examina seu pescoço, de um lado e de outro; o rapaz até inclinava a cabeça para colaborar. Fiquei pasma. Igualzinho filme de Drácula! Travestis... vampiros?! Depois, quando o policial examinou também as costas do cara, entendi: ele tinha sido agredido pelas moçoilas... a unhadas!!! Vixe, cada coisa que acontece...
Temível predador: numa de minhas caminhadas matutinas, uma cena insólita. No meio da rua três pombos comendo quaisquer que sejam as porcarias que pombos comem, e muito agachadinho, na tocaia, um gato amarelo, daqueles gatos adolescentes, magrelos, pernudos e tontos, crente de que suas presas não o viam. De repente ele dava uma corridinha, rastejante, rumo às aves, e elas, sem se abalar, simplesmente andavam um pouquinho mais pra frente, mantendo a distância. E o gatolo lá, lambendo os beiços e se achando uma temível fera das selvas.
Produtividade: acabei hoje de escrever um conto. 16 páginas, o mais longo que já escrevi. Há três anos e meio não escrevia uma ficção científica. Termino feliz o ano.
Moluscos de Natal: na noite de Natal, teve comilança, sim, senhor. Mas teve também um documentário sobre a vida sexual das lulas gigantes. Fascinante. Gosto de biólogo não se discute, ok?
Año Nuevo, libros y alfajores: depois de amanhã a estas horas, estarei batendo perna por Florida, a rua mais agitada de Buenos Aires, provavelmente fazendo compras ou tomando algo num café. A capital portenha é uma das poucas cidades do mundo onde você pode comprar livros à uma da manhã. Os habitantes locais vão dormir tão tarde que provavelmente o estilo de vida de um vampiro passaria totalmente despercebido!
É isso aí, amigos. Pra todos um FELIZ ANO NOVO. E acompanhem aqui, a partir de 2 de janeiro, a crônica on-line de minha viagem rumo à Patagônia!
Besos y quesos y hasta pronto!
Martha Argel
quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
sábado, 20 de dezembro de 2003
Bons dias. O Natal se aproxima, tenebroso: fim de ano, fim de fôlego, balanço do que deu errado, perspectivas inquietantes. No fundo, no fundo, não dá pra sentir nenhum clima de festa. As pessoas estão exaustas e sabem que o descanso (pouco) será insuficiente pra agüentar o país de 2004.
O fim da infância
Nesta nossa era de adultescência hiperprolongada, a maturidade vem aos poucos, principalmente pra quem é como eu, profissional liberal do gênero feminino, descasada, sem filhos e aspirante a uma vida econômica próspera o suficiente para garantir ao menos a grana pro asilo na velhice. Eventos únicos marcam esse processo: a morte do pai, o casamento, a separação, o primeiro compromisso profissional no exterior, o livro nas livrarias, a abertura da empresa. Engraçado, também me senti mais adulta o dia em que descobri quais os dias do lixeiro e assumi a responsabilidade de pôr o lixo pra fora no momento certo.
Outro dia encontrei um bilhetinho em minha geladeira: "Gosto muito de você e queria saber se você quer ser minha madrinha, vou continuar gostando mesmo se você não quiser, beijos". Obra da Letícia, 12 anos, moradora de uma periferia miserável.
Difícil conter as lágrimas. Difícil não lembrar da merda social que é esse país, da passividade de uma classe média egocêntrica, egoísta e insensível. Dos seres humanos desperdiçados em meio à indignidade de favelas e invasões.
Bateu um medo de ser igual à maioria inerte. O medo de não estar à altura de minha responsabilidade, da responsabilidade que deveria ser de todos. A certeza de que a Letícia merece muito, muito, muito. Muito mais do que poderei dar.
De qualquer maneira, paúra à parte, vamos lá. Pelo menos minha parte vou tentar cumprir. Já é bem mais do que a maioria faz.
O rapto do Menino Jesus
Hoje de manhã aproveitei a caminhada e entrei na igreja para pensar um pouco na vida. Tinha um presépio armado e parei pra olhar. Figuras bonitas, muitas flores, provavelmente colocadas por fiéis, dois embrulhos de papel que talvez fossem oferendas e... Jesus! Quer dizer: cadê Jesus?! A manjedoura estava vazia. Maria, José e um pastorzinho tocador de flauta olhavam fixamente o lugar onde deveria estar deitadinho o salvador recém-nascido e onde não havia nada. Era como se estivessem pasmos, não acreditando no que viam. Ou no que não viam. Eu também não acreditei. Desviei os olhos, olhei de novo, vai que deu um curto no meu nervo óptico, mas não, nada de errado com minhas sinapses, o Filho de Deus NÃO ESTAVA LÁ! Raios. Saí em busca de algum funcionário da igreja. Lá fora achei um: “Desculpe, senhor, por que é que o Menino Jesus não está no lugar?" "Ele tá lá" "Não tá. A manjedoura está vazia" "Ah, fala com o guarda" "Mas o senhor não é guarda?" "Tem um guarda dentro na igreja" "Não tem, eu não vi" "Tem sim, procura lá" Ele deve ter pensado que eu era meio idiota: não via Jesus, não via guarda... Voltei lá e por fim achei o guarda num canto. E ele resolveu o mistério: ninguém tinha levado embora o Redentor, não. Já tinha acontecido antes, sim, mas dessa vez era só o costume da igreja: o Menino Jesus é colocado no presépio quando montam, mas depois eles tiram. Só voltam a colocar à meia-noite do Natal. Faz sentido, não faz? Simbologia do nascimento, e enquanto isso Maria, José, o pastor, você e eu ficamos olhando e venerando um leito vazio. Bonito. Uma prova de fé por parte dos paroquianos.
Peixe podre
Li no jornal agora há pouco: 99,9998% do iG pertencem à iG Cayman, com base nas ilhas Cayman, que são muito mais do que um idílico arquipélago tropical. Algo fede muito nessa história. Gente honesta não costuma ter empresas em paraísos fiscais.
Noite de autógrafos
Giulia Moon e eu estaremos autografando nossos livros Luar de vampiros e O vampiro de cada um neste domingo, dia 21, no Absolute Beginners, que vai rolar no DJ Club, na al. Franca, 241 Jardins (perto do metrô Trianon-Masp), a partir das 18:30 - até 19:15 a entrada é livre!). O som é anos 80, com destaque para o gótico. O lugar é muito bacana. Apareçam por lá. Não vão se arrepender!
Beijos e queijos, e desde já cuidado pra não se descontrolarem na comilança de fim de ano!
Martha Argel
O fim da infância
Nesta nossa era de adultescência hiperprolongada, a maturidade vem aos poucos, principalmente pra quem é como eu, profissional liberal do gênero feminino, descasada, sem filhos e aspirante a uma vida econômica próspera o suficiente para garantir ao menos a grana pro asilo na velhice. Eventos únicos marcam esse processo: a morte do pai, o casamento, a separação, o primeiro compromisso profissional no exterior, o livro nas livrarias, a abertura da empresa. Engraçado, também me senti mais adulta o dia em que descobri quais os dias do lixeiro e assumi a responsabilidade de pôr o lixo pra fora no momento certo.
Outro dia encontrei um bilhetinho em minha geladeira: "Gosto muito de você e queria saber se você quer ser minha madrinha, vou continuar gostando mesmo se você não quiser, beijos". Obra da Letícia, 12 anos, moradora de uma periferia miserável.
Difícil conter as lágrimas. Difícil não lembrar da merda social que é esse país, da passividade de uma classe média egocêntrica, egoísta e insensível. Dos seres humanos desperdiçados em meio à indignidade de favelas e invasões.
Bateu um medo de ser igual à maioria inerte. O medo de não estar à altura de minha responsabilidade, da responsabilidade que deveria ser de todos. A certeza de que a Letícia merece muito, muito, muito. Muito mais do que poderei dar.
De qualquer maneira, paúra à parte, vamos lá. Pelo menos minha parte vou tentar cumprir. Já é bem mais do que a maioria faz.
O rapto do Menino Jesus
Hoje de manhã aproveitei a caminhada e entrei na igreja para pensar um pouco na vida. Tinha um presépio armado e parei pra olhar. Figuras bonitas, muitas flores, provavelmente colocadas por fiéis, dois embrulhos de papel que talvez fossem oferendas e... Jesus! Quer dizer: cadê Jesus?! A manjedoura estava vazia. Maria, José e um pastorzinho tocador de flauta olhavam fixamente o lugar onde deveria estar deitadinho o salvador recém-nascido e onde não havia nada. Era como se estivessem pasmos, não acreditando no que viam. Ou no que não viam. Eu também não acreditei. Desviei os olhos, olhei de novo, vai que deu um curto no meu nervo óptico, mas não, nada de errado com minhas sinapses, o Filho de Deus NÃO ESTAVA LÁ! Raios. Saí em busca de algum funcionário da igreja. Lá fora achei um: “Desculpe, senhor, por que é que o Menino Jesus não está no lugar?" "Ele tá lá" "Não tá. A manjedoura está vazia" "Ah, fala com o guarda" "Mas o senhor não é guarda?" "Tem um guarda dentro na igreja" "Não tem, eu não vi" "Tem sim, procura lá" Ele deve ter pensado que eu era meio idiota: não via Jesus, não via guarda... Voltei lá e por fim achei o guarda num canto. E ele resolveu o mistério: ninguém tinha levado embora o Redentor, não. Já tinha acontecido antes, sim, mas dessa vez era só o costume da igreja: o Menino Jesus é colocado no presépio quando montam, mas depois eles tiram. Só voltam a colocar à meia-noite do Natal. Faz sentido, não faz? Simbologia do nascimento, e enquanto isso Maria, José, o pastor, você e eu ficamos olhando e venerando um leito vazio. Bonito. Uma prova de fé por parte dos paroquianos.
Peixe podre
Li no jornal agora há pouco: 99,9998% do iG pertencem à iG Cayman, com base nas ilhas Cayman, que são muito mais do que um idílico arquipélago tropical. Algo fede muito nessa história. Gente honesta não costuma ter empresas em paraísos fiscais.
Noite de autógrafos
Giulia Moon e eu estaremos autografando nossos livros Luar de vampiros e O vampiro de cada um neste domingo, dia 21, no Absolute Beginners, que vai rolar no DJ Club, na al. Franca, 241 Jardins (perto do metrô Trianon-Masp), a partir das 18:30 - até 19:15 a entrada é livre!). O som é anos 80, com destaque para o gótico. O lugar é muito bacana. Apareçam por lá. Não vão se arrepender!
Beijos e queijos, e desde já cuidado pra não se descontrolarem na comilança de fim de ano!
Martha Argel
segunda-feira, 15 de dezembro de 2003
Bom dia ensolarado de verão. A manhã luminosa sinaliza que o dia vai ser fogo. Ontem, voltando pra casa depois de um delicioso buffet no Viena, a Giu e eu não acreditamos nos termômetros que marcavam 34 graus. Todos errados, reclamamos. Mas chegando em casa chequei meu próprio termômetro, mais confiável que as geringonças eletrônicas da prefeitura, e era isso mesmo! Affff!
Faz tempo que não posto. No que tenho ocupado meus dias? Muito trabalho, viagens a campo, reuniões, eventos de todos os tipos, contatos literários a rodo, minhas listas de discussão, a burocracia que vem associada à atividade profissional intensa, preparativos para a ida ao Sul Distante, compromissos com amigos.
No meio de tudo isso, tento escrever um pouco. Só de pensar que não vou poder escrever durante todo o mês de janeiro, já me arrependo um pouco de ter inventado a ida à Patagônia. Mas é sempre assim, já acostumei. Vou ficar cada vez mais irritada e mal-humorada com "essa viagem idiota" até o momento de botar a mochila nas costas e trancar a casa. A partir daí, acabam-se os problemas, os filhos-da-puta sacanas e traiçoeiros desaparecem da minha vida, os contos inacabados tornam-se irrelevantes e o aluvião de preocupações que encontrarei ao voltar deixa de merecer qualquer impulso elétrico do mais desprezível neurônio de meu cérebro.
E antes que eu esqueça, novidade:
Já está disponível o FicZine, uma publicação criada em parceria da escritora Giulia Moon e que traz, nesta edição n. 1, três contos de Natal.
Pra quem não conhece a Giulia, é autora de Luar de vampiros (Scortecci, 2003) e tem uma escrita elegante e grande versatilidade. Seu conto Pé de moleque em dezembro traz uma versão bem brasileira do Natal, misturando com muita sensibilidade Fantasia e Humor.
Nosso convidado deste número é Rogério Amaral de Vasconcellos. Natal no Olimpo é um conto de Ficção Científica -- como é o Natal num planeta onde não existem calendários?
E, completando esta edição, meu conto O Natal de Igor, uma fantasia em que até o humilde serviçal de um estranho nobre sonha com sua noite feliz...
Vocês podem baixar o arquivo em pdf do FicZine a partir do site da Giulia, http://www.giuliamoon.com.br, no link de Downloads.
E logo, logo, meu novo site, agora em domínio próprio, vai estar no ar. Aguardem!!!
É isso aí. Aproveitem bem seu tempo. Façam coisas boas pra vocês e pros outros.
Martha Argel
Faz tempo que não posto. No que tenho ocupado meus dias? Muito trabalho, viagens a campo, reuniões, eventos de todos os tipos, contatos literários a rodo, minhas listas de discussão, a burocracia que vem associada à atividade profissional intensa, preparativos para a ida ao Sul Distante, compromissos com amigos.
No meio de tudo isso, tento escrever um pouco. Só de pensar que não vou poder escrever durante todo o mês de janeiro, já me arrependo um pouco de ter inventado a ida à Patagônia. Mas é sempre assim, já acostumei. Vou ficar cada vez mais irritada e mal-humorada com "essa viagem idiota" até o momento de botar a mochila nas costas e trancar a casa. A partir daí, acabam-se os problemas, os filhos-da-puta sacanas e traiçoeiros desaparecem da minha vida, os contos inacabados tornam-se irrelevantes e o aluvião de preocupações que encontrarei ao voltar deixa de merecer qualquer impulso elétrico do mais desprezível neurônio de meu cérebro.
E antes que eu esqueça, novidade:
Já está disponível o FicZine, uma publicação criada em parceria da escritora Giulia Moon e que traz, nesta edição n. 1, três contos de Natal.
Pra quem não conhece a Giulia, é autora de Luar de vampiros (Scortecci, 2003) e tem uma escrita elegante e grande versatilidade. Seu conto Pé de moleque em dezembro traz uma versão bem brasileira do Natal, misturando com muita sensibilidade Fantasia e Humor.
Nosso convidado deste número é Rogério Amaral de Vasconcellos. Natal no Olimpo é um conto de Ficção Científica -- como é o Natal num planeta onde não existem calendários?
E, completando esta edição, meu conto O Natal de Igor, uma fantasia em que até o humilde serviçal de um estranho nobre sonha com sua noite feliz...
Vocês podem baixar o arquivo em pdf do FicZine a partir do site da Giulia, http://www.giuliamoon.com.br, no link de Downloads.
E logo, logo, meu novo site, agora em domínio próprio, vai estar no ar. Aguardem!!!
É isso aí. Aproveitem bem seu tempo. Façam coisas boas pra vocês e pros outros.
Martha Argel
segunda-feira, 8 de dezembro de 2003
Maluquice.
Parece que todos meus clientes resolveram acordar de uma hora pra outra. O que está aparecendo de trabalho é brincadeira. Se neste país trabalhar deixasse a gente rica, eu já tava milionária.
Infelizmente, o meio mais fácil não só de ganhar dinheiro, mas também de fazer fama, é sendo filho da puta. Hoje me liga uma amiga pra me contar algo que eu não sabia e que me deixou furiosa e indignada. Palavras dela: "esse seu amigo é um filho da puta, o que ele fez com você é antiético, mas pode deixar que nunca mais chamo ele pra trabalho nenhum, porque com esse sujeito eu não quero mais contato". Ok. Beleza. Já começa a pagar por ser mau-caráter.
E as coisas que acontecem comigo! Acabo de receber um e-mail desesperado, perguntando se eu teria possibilidade de ir como ornitoguia para a Antártida de 10 a 20... de dezembro!!! Hahaha, depois de amanhã, acha??? Porra, porque não me chamam pra ir em janeiro? Afinal, vou estar lá pertinho, em plena Patagônia argentina, durante todo o mês.
É isso aí. Em breve vou estar de página nova na rede, com meu próprio domínio. Depois eu posto a URL aqui.
Ah, sim, estou reativando minha lista de notícias, onde mando textos meus e novidades sobre lançamentos e noites de autógrafos:
http://br.groups.yahoo.com/group/marthaargel/
Se alguém aí quiser se inscrever, a honra será toda minha!
abraços e até não sei quando!
Martha Argel
Parece que todos meus clientes resolveram acordar de uma hora pra outra. O que está aparecendo de trabalho é brincadeira. Se neste país trabalhar deixasse a gente rica, eu já tava milionária.
Infelizmente, o meio mais fácil não só de ganhar dinheiro, mas também de fazer fama, é sendo filho da puta. Hoje me liga uma amiga pra me contar algo que eu não sabia e que me deixou furiosa e indignada. Palavras dela: "esse seu amigo é um filho da puta, o que ele fez com você é antiético, mas pode deixar que nunca mais chamo ele pra trabalho nenhum, porque com esse sujeito eu não quero mais contato". Ok. Beleza. Já começa a pagar por ser mau-caráter.
E as coisas que acontecem comigo! Acabo de receber um e-mail desesperado, perguntando se eu teria possibilidade de ir como ornitoguia para a Antártida de 10 a 20... de dezembro!!! Hahaha, depois de amanhã, acha??? Porra, porque não me chamam pra ir em janeiro? Afinal, vou estar lá pertinho, em plena Patagônia argentina, durante todo o mês.
É isso aí. Em breve vou estar de página nova na rede, com meu próprio domínio. Depois eu posto a URL aqui.
Ah, sim, estou reativando minha lista de notícias, onde mando textos meus e novidades sobre lançamentos e noites de autógrafos:
http://br.groups.yahoo.com/group/marthaargel/
Se alguém aí quiser se inscrever, a honra será toda minha!
abraços e até não sei quando!
Martha Argel
quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Lindo sol lá fora. Vocês já perceberam que é época de floração das camélias? O perfume delas é algo extraordinário, faz pensar em palácios e jardins franceses e rendas e um entardecer suave.
O perfume das camélias tem me ajudado nestes dias em que ando nervosa, irritada e disposta a comprar briga por todo e qualquer motivo. Por sorte tenho ouvido muita gente amiga me dizendo "calma" ou "cautela" ou "vai devagar" ou "não vale a pena". Esses amigos estão certos: existem pessoas demais no mundo que não valem a pena. A grande catástrofe é ter uma pessoa que não vale a pena num cargo onde ela pode colocar as manguinhas de fora, tomar decisões, dar canetadas e atrapalhar a vida de gente que vale. A expressão "abuso de autoridade" tem povoado minhas conversas nos últimos dias.
E também "cérebro de minhoca". Esta ofensa aos pobres anelídeos oligoquetas me faz rir e diminui um pouco a tensão. Me lembra algo que li, há décadas, no livro "A ilha" de Aldous Huxley. Não vou ocupar espaço contando. Leiam o livro e descubram.
Nesta minha fase de indignação com a palermice de muitos que me cercam, o que segura a barra é a contagem regressiva. Cada dia que passa é um dia a menos para A Viagem. Os Preparativos avançam, pois uma Viagem como essa deve ser bem pensada. Ontem gastei uma grana violenta (do tipo quatro dígitos) e cometer essa audácia me fez bem, muito bem.
Sem esquecer de agradecer a quem deixa comentários (que recebo com carinho e leio com atenção, embora nem sempre responda) despeço-me, lembrando a todos que a vida é curta demais pra gente perder com pessoas chatas e bobas e que, coitadas, não sabem o que fazem.
Beijos e queijos e muito suco de cupuaçu a todos.
Martha Argel
O perfume das camélias tem me ajudado nestes dias em que ando nervosa, irritada e disposta a comprar briga por todo e qualquer motivo. Por sorte tenho ouvido muita gente amiga me dizendo "calma" ou "cautela" ou "vai devagar" ou "não vale a pena". Esses amigos estão certos: existem pessoas demais no mundo que não valem a pena. A grande catástrofe é ter uma pessoa que não vale a pena num cargo onde ela pode colocar as manguinhas de fora, tomar decisões, dar canetadas e atrapalhar a vida de gente que vale. A expressão "abuso de autoridade" tem povoado minhas conversas nos últimos dias.
E também "cérebro de minhoca". Esta ofensa aos pobres anelídeos oligoquetas me faz rir e diminui um pouco a tensão. Me lembra algo que li, há décadas, no livro "A ilha" de Aldous Huxley. Não vou ocupar espaço contando. Leiam o livro e descubram.
Nesta minha fase de indignação com a palermice de muitos que me cercam, o que segura a barra é a contagem regressiva. Cada dia que passa é um dia a menos para A Viagem. Os Preparativos avançam, pois uma Viagem como essa deve ser bem pensada. Ontem gastei uma grana violenta (do tipo quatro dígitos) e cometer essa audácia me fez bem, muito bem.
Sem esquecer de agradecer a quem deixa comentários (que recebo com carinho e leio com atenção, embora nem sempre responda) despeço-me, lembrando a todos que a vida é curta demais pra gente perder com pessoas chatas e bobas e que, coitadas, não sabem o que fazem.
Beijos e queijos e muito suco de cupuaçu a todos.
Martha Argel
sexta-feira, 21 de novembro de 2003
Bom dia a todos. Na madrugada chove, e o sabiá canta lá fora. Já não canta como há um mês. A estação reprodutiva vai bem avançada, e os machos não precisam mais conquistar fêmeas, e sim criar os filhotes, que há vários dias começaram a sair dos ninhos.
Quais as cenas mais horripilantes em que vocês pensam quando alguém diz cemitério? Pois faço aqui um breve relato de minha recente experiência.
Ontem visitei, a trabalho, um cemitério num município da Grande São Paulo. Cemitério-parque, bonito, florido. Ladeando cada lápide, dois tubos enterrados no chão, suponho que de PVC, com cerca de dez centímetros de diâmetro e uns vinte de profundidade, fechados no fundo e destinados a servirem de vasos. Na maioria das vezes, porém, servem como armadilhas. Vocês calculam a quantidade de baratas que existem num cemitério?! Pois é. Adivinhem o que elas comem. A gente não percebe, mas os bichinhos infestam o lugar. Devem sair de noite, passeiam por toda parte e... caem nos tubos e não conseguem mais sair, pois os tubos são lisos e altos. Minha sócia Cli e eu, morbidamente interessadas, examinamos dúzias de armadilhas. Em muitas, havia uma camada compacta de uns cinco centímetros de espessura, dezenas de baratas movendo-se frenéticas, umas sobre as outras, agitadíssimas, tentando sair desesperadas. Algumas tinhas as asas roídas, indicando que, quando a fome aperta, elas se comem entre si. Nalguns tubos, a água de chuva acumulada transformava-se num caldo espesso de baratas podres. Vimos tanta barata que chegou a hora em que eu tinha a nítida impressão de que elas estavam subindo por dentro da minha calça. Aterrorizante.
Mas outra coisa também me horrorizou. Estavam sendo feitos quatro enterros. A maioria de rapazes novos. "É o mais comum por aqui, rapazinhos mortos em violência ou acidentes", esclareceu nosso contratante. O "por aqui" significa a periferia de uma cidade pobre, violenta e populosa. Dois enterros eram de jovens mortos numa briga de gangues. Mortos por engano. Os cortejos me assustaram. Muitos rapazes, provavelmente as gangues, mas poucas lágrimas. Ali a morte é banal. O crime é aceitável e a violência uma necessidade. Pobre Brasil. Construído com a ajuda de todos aqueles que fumam unzinho no fim da tarde, "pra relaxar", ou dão uma cheiradinha antes da festa, "pra ficar legal". Vão todos à merda.
Bom, menos papo e mais trabalho. Abraços, aproveitem o dia e levem um guarda-chuva, porque parece que vai chover.
Martha Argel
Quais as cenas mais horripilantes em que vocês pensam quando alguém diz cemitério? Pois faço aqui um breve relato de minha recente experiência.
Ontem visitei, a trabalho, um cemitério num município da Grande São Paulo. Cemitério-parque, bonito, florido. Ladeando cada lápide, dois tubos enterrados no chão, suponho que de PVC, com cerca de dez centímetros de diâmetro e uns vinte de profundidade, fechados no fundo e destinados a servirem de vasos. Na maioria das vezes, porém, servem como armadilhas. Vocês calculam a quantidade de baratas que existem num cemitério?! Pois é. Adivinhem o que elas comem. A gente não percebe, mas os bichinhos infestam o lugar. Devem sair de noite, passeiam por toda parte e... caem nos tubos e não conseguem mais sair, pois os tubos são lisos e altos. Minha sócia Cli e eu, morbidamente interessadas, examinamos dúzias de armadilhas. Em muitas, havia uma camada compacta de uns cinco centímetros de espessura, dezenas de baratas movendo-se frenéticas, umas sobre as outras, agitadíssimas, tentando sair desesperadas. Algumas tinhas as asas roídas, indicando que, quando a fome aperta, elas se comem entre si. Nalguns tubos, a água de chuva acumulada transformava-se num caldo espesso de baratas podres. Vimos tanta barata que chegou a hora em que eu tinha a nítida impressão de que elas estavam subindo por dentro da minha calça. Aterrorizante.
Mas outra coisa também me horrorizou. Estavam sendo feitos quatro enterros. A maioria de rapazes novos. "É o mais comum por aqui, rapazinhos mortos em violência ou acidentes", esclareceu nosso contratante. O "por aqui" significa a periferia de uma cidade pobre, violenta e populosa. Dois enterros eram de jovens mortos numa briga de gangues. Mortos por engano. Os cortejos me assustaram. Muitos rapazes, provavelmente as gangues, mas poucas lágrimas. Ali a morte é banal. O crime é aceitável e a violência uma necessidade. Pobre Brasil. Construído com a ajuda de todos aqueles que fumam unzinho no fim da tarde, "pra relaxar", ou dão uma cheiradinha antes da festa, "pra ficar legal". Vão todos à merda.
Bom, menos papo e mais trabalho. Abraços, aproveitem o dia e levem um guarda-chuva, porque parece que vai chover.
Martha Argel
quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Bons dias.
Está no ar, no site Planeta Zeist, meu conto Incompatibilidade Imortal. O site é dedicado a fanfics sobre o seriado Highlander, do qual sou fã de carteirinha. Pra quem não sabe, fanfic é a ficção escrita por fãs, que pegam emprestado personagens e situações de seus livros, seriados e filmes favoritos e criam suas próprias tramas. Meu conto é o que se chama de cross-over, que é o cruzamento de dois universos ficcionais diferentes; nele, aproveito para misturar o universo de Highlander com outro universo que os leitores de meus livros conhecem muito bem...
O site é mantido por minha amiga Aka Draven MacWacko, do fã-clube de Highlander no Brasil. Você pode acessar diretamente meu conto clicando aqui. Mas não deixe de ler os contos dos outros autores, hein?
Agora vou andando. Hoje tem trabalho de campo. Coisinha básica: um cemitério. Almas penadas e alminhas emplumadas.
Aproveitem bem o dia.
Martha Argel
Está no ar, no site Planeta Zeist, meu conto Incompatibilidade Imortal. O site é dedicado a fanfics sobre o seriado Highlander, do qual sou fã de carteirinha. Pra quem não sabe, fanfic é a ficção escrita por fãs, que pegam emprestado personagens e situações de seus livros, seriados e filmes favoritos e criam suas próprias tramas. Meu conto é o que se chama de cross-over, que é o cruzamento de dois universos ficcionais diferentes; nele, aproveito para misturar o universo de Highlander com outro universo que os leitores de meus livros conhecem muito bem...
O site é mantido por minha amiga Aka Draven MacWacko, do fã-clube de Highlander no Brasil. Você pode acessar diretamente meu conto clicando aqui. Mas não deixe de ler os contos dos outros autores, hein?
Agora vou andando. Hoje tem trabalho de campo. Coisinha básica: um cemitério. Almas penadas e alminhas emplumadas.
Aproveitem bem o dia.
Martha Argel
quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Boa tarde a todos.
Só pra dizer que este blog NÃO está morto.
Pessoal que deixou comentário, obrigada pela visita e pela gentileza. Quem não deixou, idem.
Bem, vejamos, um breve resumo dos últimos dias (mais de meio mês? vixe!), usando o muito útil conceito das palavras-chave.
Viagem: sol, paisagens, céu azul, estradas sem fim, bons amigos, maria-mole, rios e cachoeira, leituras, gente gentil, maria-mole, varanda & pôres-de-sol, cidadezinhas acolhedoras, paz, maria-mole, pequenas compras fúteis e divertidas, cachorrinhos, muita paz.
Pós-viagem: muito trabalho, viagens a campo, reuniões produtivas (e como é BOM sentir reconhecida sua competência), agenda lotada, contos terminados.
E para hoje, nada de palavras-chave: trabalho novo, e desci a serra por essa maravilha que é a Nova Imigrantes. Sempre é bom ver o mar, sempre é bom saber que tua participação vai ajudar a vida de muita gente.
Tanta coisa que tenho pensado em postar aqui, mas não tenho tido oportunidade. Estou correndo contra o tempo: teve início a contagem regressiva para a próxima Grande Viagem. Mal posso esperar que janeiro chegue.
Cuidem-se, e não se esqueçam de construir seus Grandes Planos para o ano que está chegando.
Martha Argel
Só pra dizer que este blog NÃO está morto.
Pessoal que deixou comentário, obrigada pela visita e pela gentileza. Quem não deixou, idem.
Bem, vejamos, um breve resumo dos últimos dias (mais de meio mês? vixe!), usando o muito útil conceito das palavras-chave.
Viagem: sol, paisagens, céu azul, estradas sem fim, bons amigos, maria-mole, rios e cachoeira, leituras, gente gentil, maria-mole, varanda & pôres-de-sol, cidadezinhas acolhedoras, paz, maria-mole, pequenas compras fúteis e divertidas, cachorrinhos, muita paz.
Pós-viagem: muito trabalho, viagens a campo, reuniões produtivas (e como é BOM sentir reconhecida sua competência), agenda lotada, contos terminados.
E para hoje, nada de palavras-chave: trabalho novo, e desci a serra por essa maravilha que é a Nova Imigrantes. Sempre é bom ver o mar, sempre é bom saber que tua participação vai ajudar a vida de muita gente.
Tanta coisa que tenho pensado em postar aqui, mas não tenho tido oportunidade. Estou correndo contra o tempo: teve início a contagem regressiva para a próxima Grande Viagem. Mal posso esperar que janeiro chegue.
Cuidem-se, e não se esqueçam de construir seus Grandes Planos para o ano que está chegando.
Martha Argel
sábado, 1 de novembro de 2003
Dia de luz, manhã de sol...
Gafanhoto
Agora há pouco, vinha eu pela rua, caminhando distraída de volta do supermercado e meditando sobre questões profundas como o fato dos rolos de papel higiênico terem encurtado de 40 para 30 metros e os pacotes de absorventes trazerem 8 em vez de 10 unidades, quando escuto "Psiu, moça". Olhei. Um vigia de rua, sentado numa cadeira. "Por favor", disse ele, me chamando com a mão. Ué. Achei que ele ia pedir as horas. "Pois não?" "A senhora é discípula de Shao-Lin?" Hã, como é que é?! "Como assim?" Aí ele apontou para o dragão de estanho que eu trazia ao pescoço. "É que a senhora usa isso aí" ele apontou de novo "e nos filmes os discípulos de Shao-Lin usam uma coisa parecida. A senhora é budista?". Essa eu nunca tinha ouvido! Já me perguntaram se eu era bruxa (uma vez em que usava um pentagrama) e vampira de verdade (numa noite de autógrafos). Uma outra vez, enquanto eu observava aves, uma mocinha me perguntou, com olhos arregalados e assombro na voz, "a senhora é... cientista?!", e só faltou me cutucar com o dedo pra comprovar que eu era de verdade. Mas nunca tinham me parado na rua pra perguntar se era budista! E antes de eu ir embora, inconformado, o rapaz ainda tentou de novo: "Mas a senhora luta, né?".
Ritual noturno
Ontem foi noite de Halloween. Não fui a nenhuma das festas que pulularam por aí, em parte por um certo desencontro e falta de comunicação. Mas principalmente porque, em homenagem à data e como boa escritora de histórias macabras, tive de participar de um ritual secreto. Algo muito mais sério que uma festa. Só para iniciados. Éramos três durante a cerimônia, realizada em um recinto especial, na calada da noite, em torno de uma mesa especialmente preparada para a ocasião. Sobre a mesa, a vítima ritual, coberta por rubro e vital líquido em homenagem a uma entidade antiqüíssima e muito cultuada, proveniente da península itálica. Num ato de sublime abnegação, comungamos e compartilhamos nossa vítima, por nós consumida até que, como exigia o ritual, não restasse dela vestígio algum. Foi uma cerimônia maravilhosa, que nos deixou num estado de plena satisfação, tão total que sentíamos como se não coubéssemos mais dentro de nós mesmos. Vocês deveriam tentar. Todos nós, adoradores desse entidade divina, nos sentimos felizes em nossa devoção. Seu nome, glorioso, magnífico, único e redentor, é... Parmeggiana!
Hasta la vista, babies!
Para este blog não vai fazer muita diferença porque à vezes passo quase duas semanas sem postar, mas estou saindo para breves férias numa cidadezinha pacata e bonita. Estarei fora do ar. Lá não tem internet. Deixo aqui os problemas, as frustrações, os incompetentes, mal-educados e filhos da puta com que sou forçada a conviver e interagir. Os amigos e as coisas boas carrego sempre comigo, na alma e no coração. Assim como carrego os sonhos e os planos para os próximos meses.
Fiquem bem, acalentem e alimentem seus ideais.
Martha Argel
Gafanhoto
Agora há pouco, vinha eu pela rua, caminhando distraída de volta do supermercado e meditando sobre questões profundas como o fato dos rolos de papel higiênico terem encurtado de 40 para 30 metros e os pacotes de absorventes trazerem 8 em vez de 10 unidades, quando escuto "Psiu, moça". Olhei. Um vigia de rua, sentado numa cadeira. "Por favor", disse ele, me chamando com a mão. Ué. Achei que ele ia pedir as horas. "Pois não?" "A senhora é discípula de Shao-Lin?" Hã, como é que é?! "Como assim?" Aí ele apontou para o dragão de estanho que eu trazia ao pescoço. "É que a senhora usa isso aí" ele apontou de novo "e nos filmes os discípulos de Shao-Lin usam uma coisa parecida. A senhora é budista?". Essa eu nunca tinha ouvido! Já me perguntaram se eu era bruxa (uma vez em que usava um pentagrama) e vampira de verdade (numa noite de autógrafos). Uma outra vez, enquanto eu observava aves, uma mocinha me perguntou, com olhos arregalados e assombro na voz, "a senhora é... cientista?!", e só faltou me cutucar com o dedo pra comprovar que eu era de verdade. Mas nunca tinham me parado na rua pra perguntar se era budista! E antes de eu ir embora, inconformado, o rapaz ainda tentou de novo: "Mas a senhora luta, né?".
Ritual noturno
Ontem foi noite de Halloween. Não fui a nenhuma das festas que pulularam por aí, em parte por um certo desencontro e falta de comunicação. Mas principalmente porque, em homenagem à data e como boa escritora de histórias macabras, tive de participar de um ritual secreto. Algo muito mais sério que uma festa. Só para iniciados. Éramos três durante a cerimônia, realizada em um recinto especial, na calada da noite, em torno de uma mesa especialmente preparada para a ocasião. Sobre a mesa, a vítima ritual, coberta por rubro e vital líquido em homenagem a uma entidade antiqüíssima e muito cultuada, proveniente da península itálica. Num ato de sublime abnegação, comungamos e compartilhamos nossa vítima, por nós consumida até que, como exigia o ritual, não restasse dela vestígio algum. Foi uma cerimônia maravilhosa, que nos deixou num estado de plena satisfação, tão total que sentíamos como se não coubéssemos mais dentro de nós mesmos. Vocês deveriam tentar. Todos nós, adoradores desse entidade divina, nos sentimos felizes em nossa devoção. Seu nome, glorioso, magnífico, único e redentor, é... Parmeggiana!
Hasta la vista, babies!
Para este blog não vai fazer muita diferença porque à vezes passo quase duas semanas sem postar, mas estou saindo para breves férias numa cidadezinha pacata e bonita. Estarei fora do ar. Lá não tem internet. Deixo aqui os problemas, as frustrações, os incompetentes, mal-educados e filhos da puta com que sou forçada a conviver e interagir. Os amigos e as coisas boas carrego sempre comigo, na alma e no coração. Assim como carrego os sonhos e os planos para os próximos meses.
Fiquem bem, acalentem e alimentem seus ideais.
Martha Argel
segunda-feira, 27 de outubro de 2003
Querido ciberdiário, os últimos dias foram agitados. O final de semana conseguiu se superar. Amigos que não via há tempos, lugares novos e lugares antigos, muita festa, muitas caras novas. Encontros inesperados, desencontros já previstos. Eventos X e eventos bizarros. Há muito tempo não me divertia tanto.
Telefone de emergência
Sábado, fim de tarde na minha varanda deliciosa, a Giu e eu tentando nos recuperar do animado encontro 007-Highlander que aconteceu na Comix (valeu, Aka Draven, valeu, Marcus!!) e aos poucos fomos nos dando conta de um vozerio na rua que cruza a minha. "Nossa, que que é isso?" exclamou a Giu. Olhei por cima do muro e não consegui ver nada, só a primeira casa da outra rua. O burburinho era na segunda. Mas vi minha vizinha também espiando por cima do muro dela, o marido logo atrás. Chamei "Psiu, psiu, que que tá acontecendo?" Eles contaram que estavam passeando com a cachorrinha e viram dois sujeitos se pegando a soco no meio da rua. Entraram correndo, assustados. Então percebemos algo estranhíssimo. "Eles estão falando árabe!" Uma mulher entrou no bafafá, também em árabe. A gritaria continuava e a gente sem ver nada. "Olha, os carros estão parando!" exclamou a Giu. Eles deviam ter partido pra porrada, porque quem cruzava a rua parava o carro pra olhar. ?E se forem terroristas?? especulei. ?Uma célula!? complementou a Giu. "Vou chamar a polícia", decidi. Disquei 190. Atenderam no ato: "190. O número para chamadas de emergência está temporariamente congestionado por excesso de ligações." O QUE É QUE É ISSO?!!! Tentei mais duas vezes. Idem. Resultado: desisti. Por sorte, alguém chegou e conseguiu serenar os ânimos de nossos terroristas, que calaram a boca. Ouvi um carro se afastando e o resto da célula entrou em casa. Fim da história. Mas... e se eu precisasse MESMO da polícia? Como é que ficava?!
Crimes a granel
Redescobri uma paixão da adolescência: romances policiais. Estou lendo um atrás do outro. Só que os olhos são outros, pois agora junto com leitora voraz está a escritora curiosa. Continuo curtindo as tramas, os personagens, o suspense que faz o coração bater mais forte e as palmas das mãos transpirarem. Mas o mais fascinantes, agora, é descobrir truques, macetes e hábitos dos autores. Até agora, meu preferido foi A ilha do medo, de Nelson DeMille; a ironia e o humor dele são ótimos. Li também Jeffery Deaver (lembram-se de O colecionador de ossos? Então.), Sue Grafton (e pretendo ler TODOS os livros dela), Greg Iles (gostei muito!) e Nora Roberts. Esta última é bem previsível, e suponho que no final a mocinha e o mocinho sempre fiquem juntos e a gente suspire de felicidade, de modo que nem preciso ler mais nada dela. Como consigo ler tanto, e ainda trabalhar como doida e escrever? Também tenho meus truques e segredos...
FicZine
Ah! Quase ia esquecendo! A Giulia Moon e eu lançamos um fanzine. Chama-se FicZine e tem como objetivo divulgar um pouco mais nossos textos. O número Zero é especial e traz fanfics nossas com personagens da série Highlander (que adoramos!). E temos um convidado: Renato A. Azevedo, que reúne James Bond e Fox Mulder em um único conto! Vale a pena! Onde conseguir seu exemplar? Fácil, comparecendo a nossas sessões de autógrafos...
Beijos e queijos (e chocolates. Tem coisa melhor?!)
Martha Argel
Telefone de emergência
Sábado, fim de tarde na minha varanda deliciosa, a Giu e eu tentando nos recuperar do animado encontro 007-Highlander que aconteceu na Comix (valeu, Aka Draven, valeu, Marcus!!) e aos poucos fomos nos dando conta de um vozerio na rua que cruza a minha. "Nossa, que que é isso?" exclamou a Giu. Olhei por cima do muro e não consegui ver nada, só a primeira casa da outra rua. O burburinho era na segunda. Mas vi minha vizinha também espiando por cima do muro dela, o marido logo atrás. Chamei "Psiu, psiu, que que tá acontecendo?" Eles contaram que estavam passeando com a cachorrinha e viram dois sujeitos se pegando a soco no meio da rua. Entraram correndo, assustados. Então percebemos algo estranhíssimo. "Eles estão falando árabe!" Uma mulher entrou no bafafá, também em árabe. A gritaria continuava e a gente sem ver nada. "Olha, os carros estão parando!" exclamou a Giu. Eles deviam ter partido pra porrada, porque quem cruzava a rua parava o carro pra olhar. ?E se forem terroristas?? especulei. ?Uma célula!? complementou a Giu. "Vou chamar a polícia", decidi. Disquei 190. Atenderam no ato: "190. O número para chamadas de emergência está temporariamente congestionado por excesso de ligações." O QUE É QUE É ISSO?!!! Tentei mais duas vezes. Idem. Resultado: desisti. Por sorte, alguém chegou e conseguiu serenar os ânimos de nossos terroristas, que calaram a boca. Ouvi um carro se afastando e o resto da célula entrou em casa. Fim da história. Mas... e se eu precisasse MESMO da polícia? Como é que ficava?!
Crimes a granel
Redescobri uma paixão da adolescência: romances policiais. Estou lendo um atrás do outro. Só que os olhos são outros, pois agora junto com leitora voraz está a escritora curiosa. Continuo curtindo as tramas, os personagens, o suspense que faz o coração bater mais forte e as palmas das mãos transpirarem. Mas o mais fascinantes, agora, é descobrir truques, macetes e hábitos dos autores. Até agora, meu preferido foi A ilha do medo, de Nelson DeMille; a ironia e o humor dele são ótimos. Li também Jeffery Deaver (lembram-se de O colecionador de ossos? Então.), Sue Grafton (e pretendo ler TODOS os livros dela), Greg Iles (gostei muito!) e Nora Roberts. Esta última é bem previsível, e suponho que no final a mocinha e o mocinho sempre fiquem juntos e a gente suspire de felicidade, de modo que nem preciso ler mais nada dela. Como consigo ler tanto, e ainda trabalhar como doida e escrever? Também tenho meus truques e segredos...
FicZine
Ah! Quase ia esquecendo! A Giulia Moon e eu lançamos um fanzine. Chama-se FicZine e tem como objetivo divulgar um pouco mais nossos textos. O número Zero é especial e traz fanfics nossas com personagens da série Highlander (que adoramos!). E temos um convidado: Renato A. Azevedo, que reúne James Bond e Fox Mulder em um único conto! Vale a pena! Onde conseguir seu exemplar? Fácil, comparecendo a nossas sessões de autógrafos...
Beijos e queijos (e chocolates. Tem coisa melhor?!)
Martha Argel
sexta-feira, 24 de outubro de 2003
Boa tarde a todos, lindo dia de sol lá fora.
Alta tensão
Meu amigo do peito hoje, neste momento, se chama Ritmoneuran cápsulas. Passiflora alata, Erythrina mulungu, Leptolobium elegans, Adonis vernalis. As duas últimas eu não faço idéia do que são, as duas primeiras eu costumo ver na bibliografia botânica que uso pros meus laudos e pareceres. Mas agora esses nominhos lindos, latinizados e tudo, estão no rótulo de um simpático frasquinho que já esteve cheio de pequenos cilindros branco-e-vinho, mas que agora só tem três. Os outros eu engoli em ocasiões apropriadas. Como hoje. Mas não sei o que aconteceu. Tomei dois, e nunca tinha feito isso, nunca tinha precisado, e o chá reforçado, camomila E erva-cidreira, também foi uma primeira vez. Não foi café demais, quem sabe sono de menos. Nem idéia. O fato é que me sinto uma lâmpada 110 em 220. Afff! Não dá pra armazenar a energia excedente? Putz, Furnas tem o mesmo problema e não resolveu, vou lá eu achar que consigo?!
Baixa voltagem
Tem alguém com quem convivo que tem uma visão de mundo absolutamente estarrecedora. Esse ser tem a capacidade de ver o aspecto negativo de tudo tudo tudo o que há ao seu redor. É inacreditável como pode haver alguém assim!! Tudo para esse ser triste, trágico, ilegal, deprimente, violento, degradante, corrupto, nojento, desprezível. Toda sua interpretação da realidade é negra. Esse ser consegue uma façanha: me faz pensar na possibilidade efetiva da existência dos tais psi-vampiros. Eu me sinto completamente drenada de saco quando estou em sua presença. Vampiros de paciência, alguém já tinha ouvido falar?
Retaliação?
Falando nisso... um tempo atrás perdi a paciência com uma pessoa e, em público, fiz o que outros, tão incomodados como eu, poderiam ter feito mas não tiveram poder de decisão suficiente para fazer: cortei o barato dela. O fato é que essa pessoa se considera investida de poderes sobrenaturais. Depois do entrevero, pensei cá com meus botões "agora rola uma vingancinha paranormal básica ", e fiquei esperando pra ver. Bem Scully. Esperei e esperei. Nada. Não sofri nenhum acidente, não perdi uma grana preta em nenhum cassino, não tive minha reputação conspurcada por nenhum escândalo, não perdi meus amigos e ninguém detonou meus livros numa resenha devastadora. Muito pelo contrário. Saúde, saldo bancário, prestígio, reputação e reações às publicações não poderiam estar melhores. Se alguma obscura vingança foi tentada, só deu certo pra mim. Eita! Vai lá saber como esses mistérios esotéricos funcionam...
Notícias incríveis
Juan de Bs As e Cli Cordeiro, vocês me deixaram imensamente FELIZ com as novidades, com as coisas que disseram e com seus respectivos projetos. Não há nada que se compare com a alegria de ver o trabalho da gente dar frutos TÃO especiais. Obrigada aos dois.
Beijos e abraços a todos
Martha Argel
Alta tensão
Meu amigo do peito hoje, neste momento, se chama Ritmoneuran cápsulas. Passiflora alata, Erythrina mulungu, Leptolobium elegans, Adonis vernalis. As duas últimas eu não faço idéia do que são, as duas primeiras eu costumo ver na bibliografia botânica que uso pros meus laudos e pareceres. Mas agora esses nominhos lindos, latinizados e tudo, estão no rótulo de um simpático frasquinho que já esteve cheio de pequenos cilindros branco-e-vinho, mas que agora só tem três. Os outros eu engoli em ocasiões apropriadas. Como hoje. Mas não sei o que aconteceu. Tomei dois, e nunca tinha feito isso, nunca tinha precisado, e o chá reforçado, camomila E erva-cidreira, também foi uma primeira vez. Não foi café demais, quem sabe sono de menos. Nem idéia. O fato é que me sinto uma lâmpada 110 em 220. Afff! Não dá pra armazenar a energia excedente? Putz, Furnas tem o mesmo problema e não resolveu, vou lá eu achar que consigo?!
Baixa voltagem
Tem alguém com quem convivo que tem uma visão de mundo absolutamente estarrecedora. Esse ser tem a capacidade de ver o aspecto negativo de tudo tudo tudo o que há ao seu redor. É inacreditável como pode haver alguém assim!! Tudo para esse ser triste, trágico, ilegal, deprimente, violento, degradante, corrupto, nojento, desprezível. Toda sua interpretação da realidade é negra. Esse ser consegue uma façanha: me faz pensar na possibilidade efetiva da existência dos tais psi-vampiros. Eu me sinto completamente drenada de saco quando estou em sua presença. Vampiros de paciência, alguém já tinha ouvido falar?
Retaliação?
Falando nisso... um tempo atrás perdi a paciência com uma pessoa e, em público, fiz o que outros, tão incomodados como eu, poderiam ter feito mas não tiveram poder de decisão suficiente para fazer: cortei o barato dela. O fato é que essa pessoa se considera investida de poderes sobrenaturais. Depois do entrevero, pensei cá com meus botões "agora rola uma vingancinha paranormal básica ", e fiquei esperando pra ver. Bem Scully. Esperei e esperei. Nada. Não sofri nenhum acidente, não perdi uma grana preta em nenhum cassino, não tive minha reputação conspurcada por nenhum escândalo, não perdi meus amigos e ninguém detonou meus livros numa resenha devastadora. Muito pelo contrário. Saúde, saldo bancário, prestígio, reputação e reações às publicações não poderiam estar melhores. Se alguma obscura vingança foi tentada, só deu certo pra mim. Eita! Vai lá saber como esses mistérios esotéricos funcionam...
Notícias incríveis
Juan de Bs As e Cli Cordeiro, vocês me deixaram imensamente FELIZ com as novidades, com as coisas que disseram e com seus respectivos projetos. Não há nada que se compare com a alegria de ver o trabalho da gente dar frutos TÃO especiais. Obrigada aos dois.
Beijos e abraços a todos
Martha Argel
terça-feira, 21 de outubro de 2003
Bom dia, como o tempo está instável, não? Amanheceu de chuva mas agora parece que o sol vai sair.
Agradecendo
Obrigada a quem me visita. Desculpem não responder a cada comentário. A desculpa é velha, usada, abusada mas juro que é real: falta de tempo. Na verdade, eu respondo a todos, na minha cabeça, só que ninguém mais fica sabendo...
Ceres, Trosco, Déia, Nikki, vocês foram devidamente visitados. Daniel Zamister, visitei sua página, muito legal, parabéns, muito sucesso com sua banda The Nutshell!!! Carollia, Karen e Giu, não consigo navegar nos blogs de vocês. Mea culpa, eu já devia ter chamado o Tetsuo pra dar um jeito no meus computadores.
Trosco, valeu. Eu sei que o site do Pingüim tá cheio de problemas. Os putos do HPG andaram deletando porradas de arquivos. O mesmo com o argel.hpg. Tô providenciando uma debandada daquela bosta, mas vide a desculpa do primeiro parágrafo.
... e mais trabalho de campo
Ontem: na conclusão do trabalho de campo do projeto no qual estou envolvida, visita à Favela Naval. Lembram? Há alguns anos, as tevês exibiram à exaustão o vídeo dos aterrorizantes e fatais abusos policiais cometidos aí, na calada da madrugada. Por algum, motivo, consciente ou inconsciente, deixei esse ponto de estudo por último, e não consegui evitar um arrepio enquanto percorria a rua Naval. Tinha de me lembrar o tempo todo: os criminosos tinham sido os policiais, não os moradores do lugar.
Mas por outro aspecto, minha visita à favela me deixou revoltada: nunca tinha visto tanto passarinho engaiolado como vi ali. Pixarros, pássaros-pretos, pixoxós. Animal silvestre em cativeiro, sem autorização, é crime, mas parece que nisso a polícia não está muito interessada.
E perto da favela, uma cena que me deixou enjoada. Ou ainda mais enjoada, porque não é pra qualquer estômago trabalhar do lado de córregos que são esgoto a céu aberto. Lá estava eu, estudando as aves na beira de uma dessas nojeiras, quando vejo, entre os pés de mamona na outra margem, um cavaleiro vindo na direção do córrego, com outro cavalo a reboque. O sujeito veio vindo, vindo, vindo, desceu pela ribanceira e entrou na água com os dois animais! Eu não conseguia acreditar! Aquele esgoto nauseabundo, e os cavalos com água pelas canelas, cruzando lentamente até chegar do lado de cá, subir pela margem e se afastar como se acabassem de sair de um rio murmurejante de águas cristalinas. Meu, que nojo! Que vampiros, o quê. Isso é que é terror!
TARDE DE AUTÓGRAFOS JUNTO COM A GIULIA MOON!!!
Giulia Moon e eu participaremos no ENCONTRO 007/HIGHLANDER (sábado, 25.out, das 13:00-18:00), na Comix Book Shop, Al. Jaú, 1998 (Sampa).
Além de autografar nossos livros (que estarão à venda, com um brinde especial pra quem comprar durante o evento), a gente tem uma surpresa pra todo mundo que curte nossos contos: estaremos distribuindo um fanzine com fanfics escritas por nós e por nosso convidado especial, Renato A. Azevedo, ufólogo e colunista da revista Sci Fi News!
O evento será um encontro inédito entre fãs de James Bond e Highlander, com palestras e exibição de vídeos que mostrarão vários pontos em comum entre os dois universos, além de sorteios, jogos, tira-dúvidas, muita diversão e excelente companhia!
Ingresso: um pacote ou uma lata de ração para cães ou gatos, que irão para grupos de proteção animal. A organização é de Clan MacWacko Highlander Brasil & Comunidade 007 Brasil.
Apareçam!!!
Que todos tenham uma ótima semana.
Martha Argel
Agradecendo
Obrigada a quem me visita. Desculpem não responder a cada comentário. A desculpa é velha, usada, abusada mas juro que é real: falta de tempo. Na verdade, eu respondo a todos, na minha cabeça, só que ninguém mais fica sabendo...
Ceres, Trosco, Déia, Nikki, vocês foram devidamente visitados. Daniel Zamister, visitei sua página, muito legal, parabéns, muito sucesso com sua banda The Nutshell!!! Carollia, Karen e Giu, não consigo navegar nos blogs de vocês. Mea culpa, eu já devia ter chamado o Tetsuo pra dar um jeito no meus computadores.
Trosco, valeu. Eu sei que o site do Pingüim tá cheio de problemas. Os putos do HPG andaram deletando porradas de arquivos. O mesmo com o argel.hpg. Tô providenciando uma debandada daquela bosta, mas vide a desculpa do primeiro parágrafo.
... e mais trabalho de campo
Ontem: na conclusão do trabalho de campo do projeto no qual estou envolvida, visita à Favela Naval. Lembram? Há alguns anos, as tevês exibiram à exaustão o vídeo dos aterrorizantes e fatais abusos policiais cometidos aí, na calada da madrugada. Por algum, motivo, consciente ou inconsciente, deixei esse ponto de estudo por último, e não consegui evitar um arrepio enquanto percorria a rua Naval. Tinha de me lembrar o tempo todo: os criminosos tinham sido os policiais, não os moradores do lugar.
Mas por outro aspecto, minha visita à favela me deixou revoltada: nunca tinha visto tanto passarinho engaiolado como vi ali. Pixarros, pássaros-pretos, pixoxós. Animal silvestre em cativeiro, sem autorização, é crime, mas parece que nisso a polícia não está muito interessada.
E perto da favela, uma cena que me deixou enjoada. Ou ainda mais enjoada, porque não é pra qualquer estômago trabalhar do lado de córregos que são esgoto a céu aberto. Lá estava eu, estudando as aves na beira de uma dessas nojeiras, quando vejo, entre os pés de mamona na outra margem, um cavaleiro vindo na direção do córrego, com outro cavalo a reboque. O sujeito veio vindo, vindo, vindo, desceu pela ribanceira e entrou na água com os dois animais! Eu não conseguia acreditar! Aquele esgoto nauseabundo, e os cavalos com água pelas canelas, cruzando lentamente até chegar do lado de cá, subir pela margem e se afastar como se acabassem de sair de um rio murmurejante de águas cristalinas. Meu, que nojo! Que vampiros, o quê. Isso é que é terror!
TARDE DE AUTÓGRAFOS JUNTO COM A GIULIA MOON!!!
Giulia Moon e eu participaremos no ENCONTRO 007/HIGHLANDER (sábado, 25.out, das 13:00-18:00), na Comix Book Shop, Al. Jaú, 1998 (Sampa).
Além de autografar nossos livros (que estarão à venda, com um brinde especial pra quem comprar durante o evento), a gente tem uma surpresa pra todo mundo que curte nossos contos: estaremos distribuindo um fanzine com fanfics escritas por nós e por nosso convidado especial, Renato A. Azevedo, ufólogo e colunista da revista Sci Fi News!
O evento será um encontro inédito entre fãs de James Bond e Highlander, com palestras e exibição de vídeos que mostrarão vários pontos em comum entre os dois universos, além de sorteios, jogos, tira-dúvidas, muita diversão e excelente companhia!
Ingresso: um pacote ou uma lata de ração para cães ou gatos, que irão para grupos de proteção animal. A organização é de Clan MacWacko Highlander Brasil & Comunidade 007 Brasil.
Apareçam!!!
Que todos tenham uma ótima semana.
Martha Argel
sábado, 18 de outubro de 2003
Bom dia de sol e passarinhos cantando.
Y se fue Goni
O gringo caiu! Gonzalo Sánchez de Lozada renunciou à presidência da Bolívia. Vitória chola, colla, camba, aimará. Que os vencedores saibam o que fazer, agora que se cumpriu sua vontade. Que o bem do povo esteja acima dos egos e ganâncias que, sabe-se, não estão ausentes entre os mentores da revolta popular. O inimigo interno, um perigo. E não menos ameaçador é o perigo externo: Tio Sam, preocupado com o fim de sua aliança com o grande país andino, articula seus milicos. Você já não viu esse filme antes?
Gentileza e retribuição
Ontem, trabalho de campo numa cidade do ABC. Bairro pobre de periferia, há horas enfrentando tráfego pesado, poeira e muito sol, e bate uma vontade imperiosa de ir ao banheiro. Numa distribuidora de bebidas, um homem e uma mulher parados à porta, esperando clientes. "Poderia, por favor, usar o banheiro?" Resposta dupla, rápida. A mulher: "Tá quebrado". O homem: "Tá lá do lado do cachorro, só a gente pode usar". Ok, tudo bem, péssimas as mentiras, vão lamber sabão. Nova tentativa, numa loja de doces, e a mocinha de rosto suave só faltou me estender um tapete vermelho. Banheiro limpíssimo, ah, que alívio. O resultado foi que a Izabel e eu compramos montes de chocolates na loja, e a mocinha ficou feliz. Diz então a Izabel, "Tô com sede, vamos comprar água?". Ok. Passamos na frente da loja dos mal-educados. "Foi aqui que não me deixaram usar o banheiro". "Então vamos comprar ali na frente!". Que aqueles dois tenham tanta utilidade para seu precioso banheiro como seus concorrentes terão para a graninha que deixamos lá!
Manias paulistanas
Talvez seja até mania nacional, mas eu só sei o que se passa em minha cidade, minha Sampa do coração, corpo e alma. Os anéis das latinhas de refri e cerva se tornaram uma verdadeira obsessão. Em tempos de vetustas vacas magras, já é difícil encontrar latinhas jogadas por aí, pois agora são fonte de renda complementar para uma multidão de famintos. E quando a gente encontra, pode apostar: o anel já sumiu. Vai ser trocado por brindes, ou virar algum bizarro artesanato de crochê. Hoje, em minha caminhada matinal, topei com uma raridade: uma lata de cerveja com o anelzinho no lugar. Prodígio! Assombro! E o que fiz? Deixei a lata na sarjeta pra que mais tarde alguém a recolhesse. Mas levei o anel. Afinal, sou fornecedora... pra três pessoas!
IG E HPG, VÃO À MERDA
O Hpg tirou do ar minha página da Lucila. Era o melhor meio de contato com os leitores de meu romance Relações de Sangue. Fiquei perdida por uns dias, desesperada, inconformada com a falta de respeito por sequer ter sido comunicada com antecedência sobre a mudança das regras do jogo. Como eu, milhares de pessoas foram atropeladas pela arrogância e pela falta de ética, de consideração e de profissionalismo do Ig. Os administradores desse serviço não passam de moleques ineptos. Querem que eu pague? Vão à merda. Em breve a página da Lucila voltará ao ar. E assim que possível minhas outras páginas vão sair do Hpg. Que esse bando de palhaços IGnóbeis fiquem com o que desejam: páginas medíocres, conteúdo pueril ou netamente imprestável, e sexo, muito sexo para adolescentes espinhentos se masturbarem. A cara do Brasil.
Tenham todos um bom final de semana!
Martha Argel
Y se fue Goni
O gringo caiu! Gonzalo Sánchez de Lozada renunciou à presidência da Bolívia. Vitória chola, colla, camba, aimará. Que os vencedores saibam o que fazer, agora que se cumpriu sua vontade. Que o bem do povo esteja acima dos egos e ganâncias que, sabe-se, não estão ausentes entre os mentores da revolta popular. O inimigo interno, um perigo. E não menos ameaçador é o perigo externo: Tio Sam, preocupado com o fim de sua aliança com o grande país andino, articula seus milicos. Você já não viu esse filme antes?
Gentileza e retribuição
Ontem, trabalho de campo numa cidade do ABC. Bairro pobre de periferia, há horas enfrentando tráfego pesado, poeira e muito sol, e bate uma vontade imperiosa de ir ao banheiro. Numa distribuidora de bebidas, um homem e uma mulher parados à porta, esperando clientes. "Poderia, por favor, usar o banheiro?" Resposta dupla, rápida. A mulher: "Tá quebrado". O homem: "Tá lá do lado do cachorro, só a gente pode usar". Ok, tudo bem, péssimas as mentiras, vão lamber sabão. Nova tentativa, numa loja de doces, e a mocinha de rosto suave só faltou me estender um tapete vermelho. Banheiro limpíssimo, ah, que alívio. O resultado foi que a Izabel e eu compramos montes de chocolates na loja, e a mocinha ficou feliz. Diz então a Izabel, "Tô com sede, vamos comprar água?". Ok. Passamos na frente da loja dos mal-educados. "Foi aqui que não me deixaram usar o banheiro". "Então vamos comprar ali na frente!". Que aqueles dois tenham tanta utilidade para seu precioso banheiro como seus concorrentes terão para a graninha que deixamos lá!
Manias paulistanas
Talvez seja até mania nacional, mas eu só sei o que se passa em minha cidade, minha Sampa do coração, corpo e alma. Os anéis das latinhas de refri e cerva se tornaram uma verdadeira obsessão. Em tempos de vetustas vacas magras, já é difícil encontrar latinhas jogadas por aí, pois agora são fonte de renda complementar para uma multidão de famintos. E quando a gente encontra, pode apostar: o anel já sumiu. Vai ser trocado por brindes, ou virar algum bizarro artesanato de crochê. Hoje, em minha caminhada matinal, topei com uma raridade: uma lata de cerveja com o anelzinho no lugar. Prodígio! Assombro! E o que fiz? Deixei a lata na sarjeta pra que mais tarde alguém a recolhesse. Mas levei o anel. Afinal, sou fornecedora... pra três pessoas!
IG E HPG, VÃO À MERDA
O Hpg tirou do ar minha página da Lucila. Era o melhor meio de contato com os leitores de meu romance Relações de Sangue. Fiquei perdida por uns dias, desesperada, inconformada com a falta de respeito por sequer ter sido comunicada com antecedência sobre a mudança das regras do jogo. Como eu, milhares de pessoas foram atropeladas pela arrogância e pela falta de ética, de consideração e de profissionalismo do Ig. Os administradores desse serviço não passam de moleques ineptos. Querem que eu pague? Vão à merda. Em breve a página da Lucila voltará ao ar. E assim que possível minhas outras páginas vão sair do Hpg. Que esse bando de palhaços IGnóbeis fiquem com o que desejam: páginas medíocres, conteúdo pueril ou netamente imprestável, e sexo, muito sexo para adolescentes espinhentos se masturbarem. A cara do Brasil.
Tenham todos um bom final de semana!
Martha Argel
quarta-feira, 15 de outubro de 2003
Bom dia. Está escuro lá fora mas depois da meia-noite talvez o correto seja dizer "bom dia" e não "boa noite", pelos mesmos e tortuosos caminhos lógicos que levam alguém a nos dizer "bom dia" depois do meio-dia e então explicar "ainda não almocei". No fundo, lógica nenhuma.
Bolívia
Tenho um carinho especial por esse lindo país andino. La Paz é uma cidade maravilhosa. Na primeira visita, ao entrar num elevador, dei de cara com o sujeito que governava então, e ainda governa, a nação. Ex-milico. Meus amigos bolivianos, cultos e esclarecidos, lamentavam que tivesse sido eleito; lamentaram, depois, que fosse reeleito. Como o Brasil, a Bolívia não merece a elite político-econômica que tem. Canalhas que enriquecem às custas de um povo miserável. Lá, como cá. E no meio de tudo, os órgãos repressores ianques que, com a desculpa de "combater o tráfico", controlam o fornecimento do mais fino pó para os mais finos consumidores no Grande Irmão do Norte. Ou vocês acham que os congressistas da terra do Tio Sam compram qualquer farinha vagabunda por aí? Pobre Bolívia. George Killer Bush já disse: não vai permitir ameaças à ordem democrática e à constitucionalidade. Pra quem mesmo ele disse isso uns meses atrás? Dessa vez, talvez o próprio governador da Califórnia encabece as tropas de libertação.
E antes que eu me esqueça: POR UMA SAÍDA BOLIVIANA PARA O PACÍFICO!
Saramago à moda da casa
Pois é. Saramago ontem na Livraria Cultura da Paulista. Um tumulto. Um caos. Ameaça de quebra-quebra. Imaginem trazer um Prêmio Nobel de Literatura pra um evento, na melhor livraria da maior cidade brasileira... e onde não cabem mais do que 30 ou 40 pessoas?! Só podia dar no que deu: merda. Fiquei horas lá e só consegui avistar o Zé através de vidros: o da livraria, e o do carro, quando corri até o estacionamento, tipo tiete deslumbrada, num último e vão esforço de conseguir seu autógrafo em meu velho e alquebrado exemplar de "A Jangada de Pedra". Não assisti palestra, não vi o homem cara a cara, meu livro permaneceu virgem da caneta dele, mas me diverti muito. Fiquei um tempão com a minha amiga Patricia Bigarelli, talentosa artista plástica que está expondo no saguão do Conjunto Nacional. Revi a Chica, ex-entomóloga do Museu de Zoologia, hoje também dedicada às artes. Filei poucos mas deliciosos canapés numa noite de autógrafos menos conturbada e mais nutritiva. Reencontrei, na malograda e furada fila de autógrafos, a Kaoru, que foi uma de minhas professoras mais queridas nos bons e velhos tempos de USP. E dei autógrafos! Vejam só, teve gente que saiu sem a assinatura do português mas levou a minha, no mundialmente famoso Café Literário! Pra mim o melhor foi quando, cercado pela turba furiosa com o fim da sessão no meio da fila e a ponto de ser linchado, o funcionário incumbido de acalmar os ânimos me avista lá longe, assistindo tudo de camarote, e acena pra mim "Oi, Martha!". Muitos rostos se viraram, dei meu melhor sorriso cínico, e acenei de volta. Serenada a revolução, multidão dispersada, fui bater papo com o Wilson e acabamos, depois do expediente, sentados no Fran?s com a simpática e bióloga Lica, também da Cultura, e batendo um papo muito legal. Moral da história: meus brincos novos são um sucesso, um monte de gente reparou!
E é isso. Tanta coisa tem acontecido que eu gostaria de postar aqui, mas não tá dando. Trabalho, escritos, leituras. Tanta coisa para ocupar o tempo.
Vivam intensamente!
Martha Argel
Bolívia
Tenho um carinho especial por esse lindo país andino. La Paz é uma cidade maravilhosa. Na primeira visita, ao entrar num elevador, dei de cara com o sujeito que governava então, e ainda governa, a nação. Ex-milico. Meus amigos bolivianos, cultos e esclarecidos, lamentavam que tivesse sido eleito; lamentaram, depois, que fosse reeleito. Como o Brasil, a Bolívia não merece a elite político-econômica que tem. Canalhas que enriquecem às custas de um povo miserável. Lá, como cá. E no meio de tudo, os órgãos repressores ianques que, com a desculpa de "combater o tráfico", controlam o fornecimento do mais fino pó para os mais finos consumidores no Grande Irmão do Norte. Ou vocês acham que os congressistas da terra do Tio Sam compram qualquer farinha vagabunda por aí? Pobre Bolívia. George Killer Bush já disse: não vai permitir ameaças à ordem democrática e à constitucionalidade. Pra quem mesmo ele disse isso uns meses atrás? Dessa vez, talvez o próprio governador da Califórnia encabece as tropas de libertação.
E antes que eu me esqueça: POR UMA SAÍDA BOLIVIANA PARA O PACÍFICO!
Saramago à moda da casa
Pois é. Saramago ontem na Livraria Cultura da Paulista. Um tumulto. Um caos. Ameaça de quebra-quebra. Imaginem trazer um Prêmio Nobel de Literatura pra um evento, na melhor livraria da maior cidade brasileira... e onde não cabem mais do que 30 ou 40 pessoas?! Só podia dar no que deu: merda. Fiquei horas lá e só consegui avistar o Zé através de vidros: o da livraria, e o do carro, quando corri até o estacionamento, tipo tiete deslumbrada, num último e vão esforço de conseguir seu autógrafo em meu velho e alquebrado exemplar de "A Jangada de Pedra". Não assisti palestra, não vi o homem cara a cara, meu livro permaneceu virgem da caneta dele, mas me diverti muito. Fiquei um tempão com a minha amiga Patricia Bigarelli, talentosa artista plástica que está expondo no saguão do Conjunto Nacional. Revi a Chica, ex-entomóloga do Museu de Zoologia, hoje também dedicada às artes. Filei poucos mas deliciosos canapés numa noite de autógrafos menos conturbada e mais nutritiva. Reencontrei, na malograda e furada fila de autógrafos, a Kaoru, que foi uma de minhas professoras mais queridas nos bons e velhos tempos de USP. E dei autógrafos! Vejam só, teve gente que saiu sem a assinatura do português mas levou a minha, no mundialmente famoso Café Literário! Pra mim o melhor foi quando, cercado pela turba furiosa com o fim da sessão no meio da fila e a ponto de ser linchado, o funcionário incumbido de acalmar os ânimos me avista lá longe, assistindo tudo de camarote, e acena pra mim "Oi, Martha!". Muitos rostos se viraram, dei meu melhor sorriso cínico, e acenei de volta. Serenada a revolução, multidão dispersada, fui bater papo com o Wilson e acabamos, depois do expediente, sentados no Fran?s com a simpática e bióloga Lica, também da Cultura, e batendo um papo muito legal. Moral da história: meus brincos novos são um sucesso, um monte de gente reparou!
E é isso. Tanta coisa tem acontecido que eu gostaria de postar aqui, mas não tá dando. Trabalho, escritos, leituras. Tanta coisa para ocupar o tempo.
Vivam intensamente!
Martha Argel
quinta-feira, 2 de outubro de 2003
Boa noite a todos.
O bicho tá pegando por aqui. Trabalho a dar com pau, e não estou reclamando. Entrou um estudo enorme pra fazer, e ontem me abalei até um município vizinho pra uma ''sabatina'' com um pessoal que ostenta o pomposo título de "missão do Banco Fulano" (um desses bancos internacionais poderosos que financiam obras caríssimas). Eram dois brazucas, mas pelo recinto zanzavam outros burocratas de sotaque hispano -- inclusive um que chavecava descaradamente uma secretária até que bonitona. Nossos inquisidores eram qualquer nota. Chatos. Pernósticos. Um tédio. Terminado o compromisso, um par de telefonemas me forneceu o perfil de um deles. ''Ele tem problema'', foi o comentário sucinto de meu informante. Tá. Ok. Espero que isso não se transforme em meu problema...
O GRITO
Quem não foi, perdeu. Foi divertidíssimo! Talvez mais para nós que passamos o sábado fazendo milagre com a decoração do recinto. Giulia, Bila, Brida, Fernando, Rodrigo, vocês são ótimos!!! A Piper dava dó, correndo de um lado pro outro com assuntos familiares e pedindo desculpa toda vez que passava ventando. E, no domingo, o stress contínuo, a solução a toque de caixa de cada problema inesperado que ia aparecendo, os improvisos, tudo isso foi se encaixando e o resultado se estampava na cara de todos, organizadores e participantes. Um sucesso. Todo mundo curtindo.
Pra Giulia e pra mim, o evento foi excelente: carinho dos leitores, a maravilhosa reação a nossos textos... e boas vendas!!! Que se deveram, em grande parte, à fantástica atuação de nossa super-vendedora Mônica Beta, que fez um trabalho incrível.
O pessoal da PDY, Brida, Piper, Samara, Johnny, está de parabéns. E também a incrível turma do Anne Rice - BR; sem a empolgação e a animação deles, o evento não teria um terço do brilho que teve. E teve ainda o Eduardo com sua fantasia extraordinária, a Íris com sua simpatia e suas bijus de dar água na boca, o pessoal do Boca do Inferno, a Eliana Gomes e suas lindas bruxas, a Aniete com sua arte em sabonetes, o Dri e a Lila e o zine do Adorável Noite (tem conto meu nesse número!!!), o pessoal do Evento X, O Cid Vale Ferreira e todo mundo que apareceu por lá.
Deu um trabalho insano. Mas valeu a pena. O próximo é o Halloween. Você que no domingo não levantou a bunda do sofá tem mais uma chance de se divertir.
E é isso. Pelas próximas semanas continuarei infrequente por aqui. É um alívio ter tanto trabalho. É ótimo ser uma profissional respeitada. E é maravilhoso poder trabalhar no que a gente adora!
Cuidem-se, sejam felizes.
Martha Argel
O bicho tá pegando por aqui. Trabalho a dar com pau, e não estou reclamando. Entrou um estudo enorme pra fazer, e ontem me abalei até um município vizinho pra uma ''sabatina'' com um pessoal que ostenta o pomposo título de "missão do Banco Fulano" (um desses bancos internacionais poderosos que financiam obras caríssimas). Eram dois brazucas, mas pelo recinto zanzavam outros burocratas de sotaque hispano -- inclusive um que chavecava descaradamente uma secretária até que bonitona. Nossos inquisidores eram qualquer nota. Chatos. Pernósticos. Um tédio. Terminado o compromisso, um par de telefonemas me forneceu o perfil de um deles. ''Ele tem problema'', foi o comentário sucinto de meu informante. Tá. Ok. Espero que isso não se transforme em meu problema...
O GRITO
Quem não foi, perdeu. Foi divertidíssimo! Talvez mais para nós que passamos o sábado fazendo milagre com a decoração do recinto. Giulia, Bila, Brida, Fernando, Rodrigo, vocês são ótimos!!! A Piper dava dó, correndo de um lado pro outro com assuntos familiares e pedindo desculpa toda vez que passava ventando. E, no domingo, o stress contínuo, a solução a toque de caixa de cada problema inesperado que ia aparecendo, os improvisos, tudo isso foi se encaixando e o resultado se estampava na cara de todos, organizadores e participantes. Um sucesso. Todo mundo curtindo.
Pra Giulia e pra mim, o evento foi excelente: carinho dos leitores, a maravilhosa reação a nossos textos... e boas vendas!!! Que se deveram, em grande parte, à fantástica atuação de nossa super-vendedora Mônica Beta, que fez um trabalho incrível.
O pessoal da PDY, Brida, Piper, Samara, Johnny, está de parabéns. E também a incrível turma do Anne Rice - BR; sem a empolgação e a animação deles, o evento não teria um terço do brilho que teve. E teve ainda o Eduardo com sua fantasia extraordinária, a Íris com sua simpatia e suas bijus de dar água na boca, o pessoal do Boca do Inferno, a Eliana Gomes e suas lindas bruxas, a Aniete com sua arte em sabonetes, o Dri e a Lila e o zine do Adorável Noite (tem conto meu nesse número!!!), o pessoal do Evento X, O Cid Vale Ferreira e todo mundo que apareceu por lá.
Deu um trabalho insano. Mas valeu a pena. O próximo é o Halloween. Você que no domingo não levantou a bunda do sofá tem mais uma chance de se divertir.
E é isso. Pelas próximas semanas continuarei infrequente por aqui. É um alívio ter tanto trabalho. É ótimo ser uma profissional respeitada. E é maravilhoso poder trabalhar no que a gente adora!
Cuidem-se, sejam felizes.
Martha Argel
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